Filosofia em Greve!

imagem de Centro Acadêmico de Filosofia

Na quarta-feira (dia 03/06), em assembleia dos estudantes da Filosofia, foi deliberada greve a partir de segunda-feira (dia 08/06). Reunidos, os estudantes decidiram por paralisar as aulas, em razão da disponibilização de tempo para debater, preparar materiais, participar de atos e outras atividades afins, impossíveis de serem realizadas com as atividades acadêmicas em curso - cujo escopo é a efetiva mobilização estudantil e não a suspensão desinteressada de suas atividades ordinárias. Além disso, como externação da indignação frente aos últimos ataques militares na Universidade, uma postura critica nesse momento de bárbara exceção seria incompassível com uma postura apática estudantil.
Dessa forma, diversas atividades foram organizadas nessa semana. Terça-feira, (09/06), uma passeata pacífica composta por professores, estudantes e funcionários foi violentamente reprimida, como amplamente divulgado – até mesmo a assembléia dos professores, que acontecia no prédio da História, foi atacada com bombas e gás lacrimogênio, portanto, inviabilizada. Dia 10/06, quarta-feira, ocorreu nova assembléia dos estudantes de filosofia, na qual os estudantes decidiram continuar em greve pelas razões já expostas e, principalmente, após a ação truculenta da Polícia Militar.
Trasncorrido o feriado, a assembléia geral dos estudantes da USP, que estava marcada para segunda-feira, 14/06, ocorreu ato em frente à reitoria, decidindo pela manutenção da greve. Terça-feira (15/06) estava marcado um ato, a saber, um debate no anfiteatro da Geografia com os Profs. Marilena Chauí e Antonio Candido, que contou com a presença de muitos estudantes e professores. Logo após, como protesto à precariedade da terceirização do trabalho, uma vez que os funcionários do bandejão da química não dispõem do direito de paralisação, os estudantes organizaram um ato de “catraca livre”, que consiste em servir refeições gratuitas. À noite houve um debate organizado pela Adusp em que foi discutida a atual conjuntura em que a Universidade se insere, assim como as perspectivas para o ensino público.
Numa época de apatia generalizada em que tudo é grave, mas nada é importante, entendemos, como diz Brecht, que é preciso “desnaturalizar o natural” - a mobilização estudantil é feita pelos estudantes em atividade, por isso convocamos todas e todos a participarem das próximas atividades programadas.

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Parabéns ao comitê. Excelente

Parabéns ao comitê. Excelente texto.