Confronto entre alunos, professores, funcionários e Polícia Militar

imagem de Gestão

Prezados colegas,

Muitos devem ter acompanhado os fatos recentes pelos jornais, revistas, televisão, etc, mas segue um breve relato dos fatos gravíssimos que ocorreram hoje na cidade universitária.

Houve uma manifestação dos estudantes (programada e divulgada desde a semana passada) em frente ao portão um da USP com o intuito de divulgar o asco por grande parte da comunidade uspiana diante da presença de dezenas de policiais militares da força tática no campus que tem tentado impedir a greve dos funcionários, docentes e estudantes. Entre outras coisas, o ato distribuiu flores como forma de se manifestar à favor do diálogo e contra a força bruta. Por volta das cinco horas, a manifestação se dissolveu, mas diante a continuação do agito por parte de alguns estudantes, a polícia militar começou a jogar bombas de efeito moral e balas de borracha nos estudantes. Coisa como essa não se via há muito tempo. Então, os estudantes começaram a recuar e foram perseguidos até a FFLCH, com muitos tiros e bombas. Lá, uma bomba foi jogada dentro do prédio de história.

Não podemos nos calar diante destes fatos gravíssimos. O movimento está ganhando força e precisamos da colaboração de todos neste momento grave da história recente de nossa faculdade. Hoje, após os fatos, uma assembleia extraodinária dos estudantes da USP decidiu por fazer um ato em frente à reitoria amanhã às 14 horas e seguir até a Avenida Paulista, para expressar para a sociedade o choque diante da violência inédita (isto é, inédita desde a democratização do País provavelmente).

Assim, convocamos todos para participarem da paralisação na filosofia nesta quarta-feira e incorporar o ato. Lembramos que, por volta das 19 horas, haverá assembleia de curso para refletirmos sobre este acontecimentos escandalosos.

Por fim, a gestão do Centro Acadêmico pede que todos tenhamos muita calma neste momento, pois acreditamos no diálogo e não podemos, então, responder a violência com violência.

Atenciosamente,
Diretoria do CAF.