Balanço do primeiro dia em greve

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Decidida na última assembleia do curso de filosofia, os estudantes participaram dos debates promovidos centro acadêmico e colaboradores nesta segunda-feira.

Fazemos um balanço exitoso das atividades de greve, apesar da ocorrência, no início, de alguns conflitos entre um pequeno grupo de estudantes a favor de bloquar as salas com cadeiras e professores contrários a essa atitude.

Segue abaixo um relato detalhado.

1) Às dez horas da manhã de segunda, a Comissão de Mobilização de Greve se reuniu e avaliou que o melhor jeito de parar as aulas e unificar o debate seria fazendo um "cadeiraço" no corredor das salas (a decisão não foi por consenso nem apoiada pela gestão Emanação). O "cadeiraço" foi montado, mas, por volta das 13 horas, o chefe do departamento, Professor Moacyr Novaes, desmontou-o sozinho com a resistência de alguns alunos. O Professor Franklin Leopoldo tão logo apareceu defendendo a retirada das cadeiras e opondo a este modo de mobilização, que acabou cedendo para o debate em sala de aula.

2) Às 14 horas começamos um debate na sala 111 com alunos do primeiro ano e a diretora Sandra Nitrini interrompeu o CTA e apareceu para se manifestar contra o piquete autoritário da mesma forma que se manifestou contra a polícia no campus, e prometeu fazer uma audiência pública. O debate contou com cerca de cinqüenta pessoas e foi bastante produtivo na medida em que discutir as estratégias e funções do movimento estudantil, contando com a presença silenciosa do professor Franklin. A aula do professor Mario Miranda não foi paralisada.

3) Às 18 horas a Comissão de Mobilização de Greve se reuniu para reavaliar suas estratégias e decidiu por fazer, à noite, um debate unificado entre as classes na sala 111. Conversamos com os professores antes do debate e conseguimos a participação dos Professores José Arthur Giannotti, Professora Maria das Graças de Souza e Professor Vladimir Safatle. O debate foi bastante interessante e discutiu desde a representatividade do DCE, ADUSP E SINTUSP até a autonomia universitária, polícia no campus, univesp, e, principalmente, as pautas da greve, pensando em como continuar o debate nos próximos dias. O debate se encerrou às 21h30 e, às 22 horas houve nova reunião da Comissão.

O Professor José Carlos Estêvão não participou do debate, mas sua aula foi paralisada por ação dos estudantes.

Ressaltamos, por fim, que a gestão atual do CAF não concorda com manifestações que incitem a violencia entre estudantes e professores
O momento delicado pelo qual passa a universidade é de reflexão e união. É importante prezarmos o diálogo com os colegas e professores respeitando suas posições políticas.