espaços estudantis - o dce

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caros

proponho aqui um debate acerca dos espaços estudantis. principalmente acerca do espaço de DCE, o qual deverá ser tema de controversia depois das férias.

além dos espaços servirem de financiadores das entidades estudantis eles devem ser espaços de cultura. antes da reforma o espaço do dce era uma galeria de lojas, sebos, ótica, farmácia. isso garantia o financiamento do movimento no entanto o movimento tinha para si somente uma saleta para suas atividades.
não seria interessante que o espaço tornasse-se um centro de cultura e vivencia? exibições, mostras, festas, atividades politicas livres?
e o paço das artes? aquel imenso lugar abandonado das artes na usp? e o espaço verde? jogado as moscas pelos proprios estudantes e os que frequentam-no só pensam em entreter-se e jogar sinuca sem nenhuma politização cultural do espaço?
afinal por que os estudantes não cuidam do espaço publico que lhes é destinado gerir?

Comentários

imagem de Dimitrios Valentim

Uma moça muito zelosa disse

Uma moça muito zelosa disse na última assembleia geral, ocorrida dentro do DCE-ocupado por causa da chuva e do pequeno número de participantes, que os estudantes seriam acusados no segundo semestre pela reitoria de incapacidade para gestão do espaço, dado que ele se encontrava em más condições de limpeza e uso. Em sua fala, de um ponto-de-vista mais amplo, ela se valia do exemplo do DCE-ocupado para acusar a desorganização do movimento geral de greve; pelo que entendi, sua fala ia neste sentido: Tanta desavença interna no movimento, tentativas de tomada da mesa no início de cada assembleia, tantas promessas de ganhos concretos (ocupações, intervenções, atos) quanto rompimentos. E, segundo ela, um dos grandes ganhos do movimento estudantil da USP no ano, ganho de todos, ganho do DCE, a ocupação do que seria "o mini-shopping da Suely", mal pode se concretizar de fato.

Mas o que podemos fazer? Organizar festas, shows, breja, discontração, juntar um ou outro camarada mais descolado, fazer e acontecer, preencher o espaço de surpresinhas. Organizar oficinas. Debates públicos. Aulas públicas. Eventos os mais exóticos possíveis: convenções, etc.. Peças, dança, jogos. Apelo ao público externo. Jornadas semanais de faxina. Sei lá, tanta coisa, o espaço tão bom. Façamos reuniões para gerar calendário. Ótimo. Mas como fazer a promoção e a divulgação? O que acho é que a prioridade dos eventos deve ser a politização, mas não é convocando eventos politicamente específicos que isso acontecerá, pois irão as mesmas pessoas, com um ou outro novo conhecido. Aliás, acho que é mais fácil que se dê a politização por um discurso indireto, menos pretensioso: O da festa e da arte. Ao menos na celebração nos unimos. Meu medo é que o espaço se torne um salão de festas e bons agitadores culturais prefiram outros espaços. Medo bobo.

Só não me sinto nem um pouco feliz ao só conseguir ver o problema do DCE-ocupado como de propaganda e ADM. Um grande problema, pois penso que um discurso político autêntico dispensa propagandas e ainda assim consegue adesão, dispensa administração e preza espontaneidade. É o caso de repensarmos sempre e semrpe a autenticidade do nosso. Não sei, essa questão me incomoda. Sobretudo o peso da pergunta que direciona o fórum.

imagem de Antônio

sou contra entidades

sou contra entidades estudantis serem financiadas por alguel de espaços.
isso também é privatização do espaço público.
as entidades deveriam levantar recursos com contribuição voluntária dos estudantes.

imagem de Gestão

Eu gosto da ideia de doação

Eu gosto da ideia de doação também, mas tenho a impressão que não daria certo. Podemos tentar comprar a caixa de som assim, temos que juntar 300 reais.

Quanto ao aluguel dos espaços eu não sou contra e não entendo como pode ser uma privatização, uma vez que não é a venda de um espaço, mas um aluguel com data para acabar (podendo, obviamente, ser renovado).

imagem de zecalixto

eu acho bem estranho este

eu acho bem estranho este papo de privatização. pois se a universidade faz isso por todos os lados, fazendo uso de licitações esdrúxulas, por que o CAF (dce) que é uma entidade da sociedade civil organizada, que presta contas publicamente, que tem função social publica perante a univerdade não pode ter uma arrecadação perante a administração do espaço que lhe é concedido.
é claro que doações são bem mais interessantes pois ai sobra o espaço para as atividades culturais de reunião etc. mas acho que da pra conciliar as coisas.