Você apoia a greve dos estudantes de Filosofia?

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imagem de zecalixto

esta enquente tornou-se

esta enquente tornou-se falsa. primeiramente podia se votar somente quem estava registrado. agora qualquer um pode votar. toda vez que volto ao site do caf sem me registrar sou convidado a votar novamente. tanto a favor quanto contra podem votar varias vezes...
o resulta é uma falsidade na enquete.
além do que me parece que o proprio caf por em duvida tal fato é um contra-senso, visto que ele deve ter clareza que se deflagrou greve é por que os estudantes apoiam, como alias tem sido provado pela adesão praticamente total em todas as salas paralisadas.
o principal problema é que na onda da univesp, a virtualidade exclui o debate, o olhar, o gesto que constituiu a prática politica. diante da ausencia de debate opinar não é nem valido, nem legitimo.!

imagem de marina

Zé, concordo em muitas

Zé,

concordo em muitas coisas que vc tem escrito por esse site, outras não, mas se olharmos bem para as eleições, vc não acha que ela é muuuito virtual? Tem candidato com 5 segundos na TV que só diz seu próprio nome. O debate é substituído por preferências rasas. Os partidos elevam candidatos repaginados. Nossos representantes hoje não são legítimos? Muitas vezes eu penso que o caminho poderia ser uma democracia semidireta.

imagem de Dimitrios Valentim

Pelo voto de apoio à greve dos estudantes da Filosofia

Na assembléia em que foi decidida a greve, de certo modo sentimos, senão claramente a sua adequação, a sua importância; a normalidade do departamento deveria ser rompida para que se instaurasse um espaço privilegiado de mobilização política em solidariedade às outras 2 categorias e para a ampliação da luta estudantil em um delicado momento de intervenção militar no Campus. Pelo visto, acertamos; embora alguns interlocutores tenham nos acusado de sermos dramáticos e deslocados. A posição contra a qual tomávamos por referência nossa intenção de luta se clarificou. Felizmente decidimos por greve antes do dia 09/06! Afinal, evidenciou-se que não decidimos ingenuamente.
Vistos os fatos da repressão na última terça-feira, podemos começar a supor, com um pouco mais de precisão, o que é que a direção da universidade pensa sobre o debate livre, a liberdade de organização e manifestação e, acima de tudo, ao que é que a atual reitoria não está disposta para manter a estrutura de poder que a sustenta como etapa. A greve da filosofia integra este contexto de luta. FORA SUELY! DIRETAS PRA REITOR, POR UMA ESTATUINTE DEMOCRÁTICA! POR UMA EDUCAÇÃO DE QUALIDADE REALMENTE ACESSÍVEL! Embora eu estivesse confuso e hesitante na votação, percebo, uma semana após a decisão, que a insegurança pessoal não pode obstruir o engajamento se sua intenção é uma liberação real dos entraves à democracia de fato na Universidade de São Paulo.
Peço para que todos aqueles que se posicionam contra a greve por motivos pessoais ponderem sobre a importância da participação neste momento; peço para que aqueles que não se mobilizaram não questionem simplesmente a legitimidade das ações daqueles que estão mobilizados, somos responsáveis e a não-participação é que deslegitima; ampliemos a participação da Filosofia nessa luta que é de todos os estudantes, reconheçam ou não - inicialmente, também tenho tudo para não me reconhecer nestas questões, tendo a crer que inicialmente somos todos indiferentes e que do ponto de vista da indiferença toda questão política é a mais inútil abstração; mas a situação está dada, escolher a abstenção me parece até desrespeitoso, e não só, penso que a abstenção perpetua preconceitos, o que é inaceitável tendo em vista a formação que pretendemos.
Àqueles que após terem ponderado se mantiverem indiferentes, resta-me pedir para que se mantenham fiéis à sua indiferença e que não se posicionem contra nós, pois nem de longe podemos admitir que a mobilização toma nossos colegas da normalidade do curso como inimigos. Não polarizemos entre nós, sejamos minimamente criativos. Aqueles que são contra a greve são importante força crítica, neles reside a negatividade necessária para a disseminação do debate e das diretrizes de ação, desde que se posicionem, de que ocupem seu lugar de direito na mobilização, levando em conta a seriedade daqueles que são pela greve. Ou seja, dada a situação, haverá ou aqueles que eram contra a greve ou os grevistas contra a greve. Fora isso, não posso deixar de admitir que se tudo não se passasse por nada mais que uma questão de preferência, eu preferiria as aulas - lá, os textos são difíceis, aqui, os tempos são difíceis.

imagem de Gestão

Dimitrios, É importante que

Dimitrios,

É importante que eram duas greves... A primeira, até dia 9, contra a univesp, o corte de verbas que não existe e a repressão, e essa segunda contra a PM. Eu era e continuo sendo contra a primeira, pois é uma greve fantasma... Metade das pautas não existem e as outras foram inventadas... Em nenhum dos casos houve discussão.... Essa segunda greve é fora PM do campus e diretas para reitor.... É uma greve relâmpago e, assim, eu apoio somente a primeira parte: contra a PM no campus pois ficou claro que eles são sabem lidar (alguém sabe?) com a juventude de vanguarda da usp.... Quanto Às diretas para reitor: eu acho que funcionários e estudantes não tem que ter uma participação muito grande (somente simbólica), e a eleição deve ser direta na medida em que o governador não deve dar palpite na autocracia da USP...

Sugiro que, se quiser fazer um debate maior, leve as questões para o Fórum. Só me manifestei pq vc disse que queria ouvir alguém contra a greve (embora eu não seja exatamente contra a greve, mas apenas parcialmente contra).

Abs,
André