como votar várias vezes na enquete?

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qualquer mudança de IP faz com que se possa votar novamente na enquete.

ela é curta e grossa, elimina os argumentos e gera resultados estatisticos incertos...bem ineficiente: despolitiza pois não gera o debate e ainda não gera um resultado confiavel.

acho bem fraca a politica da gestão neste sentido de consultas virtuais. a gestão deveria usar o site apenas para criaçao de debate, e não estimular deliberações que suplantem seus foruns realmente publicos e democraticos (Reuniões e assembléias). pra serve esta deliberação virtual se a real decisão se dará no espaço publico?

Comentários

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Guimarães Rosa? Não é aquele

Guimarães Rosa? Não é aquele provinciano que imitava o James Joyce? Se você o citou para se defender, lamento informar que o Rosa não escrevia como falava, aliás, ninguém nos sertões fala como o Rosa escreve. Ele criou outra linguagem. O “Grande Sertão” é o laboratório de uma linguagem artificial. Genialíssima, mas artificial.

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andré, é certo que não é

andré,

é certo que não é necessário o CAF chamar uma assembléia para discutir sua programação de cinema. ai acho validá a consulta virtual. agora Greve, legitimidade de pautas da greve, ou então uma coisa como esta que esta ai que diz respeito ao proprio funcionamento do site não acho bom. acho que a gestão desta forma contribui para a deslegitimaçào da deliberação de seus foruns... e se a reunìão do CAF decide pela moderação? e se a greve perde aqui mas ganha na assembléia...fica uma situação bem ruim para a entidade.

sou contra as enquetes sobre temas que devem ser definidos nos foruns. agora se for o filme, a atividade cultural, qual professor voce gosta mais, qual o melhor bandejão, sei la o que mais que jamais se perderá o tempo ao vivo, pode por na enquete!

Não sou contra plebiscito, enquete, etc... o problema é o que esta na enquete. por exemplo: o caf vai querer aprovar uma carta com um projeto de lei, ou então um abaixo assinado. é logico que ele pode e deve usar o meio virtual. mas isso não seria um simples clicar, sem texto, sem defesa. teria de haver um texto, que deve ser discutido nos foruns do caf etc...

repito, a gestão tem criado enquetes sobre temas deliberados em seus foruns coletivos e democraticos, o que pode contribuir para a deslegitimação da entidade.

sobre sua avaliação da greve eu discordo, mas não me alongo. a greve não foi um fracasso, nem na filosofia, nem no geral. não foi uma vitoria exemplar, mas basta ver o que os funcionários conseguiram depois da greve pra cantar vitória. basta ver a univesp e a estrutura de poder da usp em debate para falar em vitória. na filosofia a maior parte dos alunos concordou com a greve, basta ver a paralização da grande maioria das aulas. hahahahahah alias a greve ganhou até na enquete! huahuahuahuha zuera.

gabriel(gh), ironia não vai ser moderada. vai ser moderada ofensa pessoal (jào vagabundo, bebado!) ; e deselegitimação do CAF (assembléia acefala, de vagabundos, CAF de merda!). Não vou deixar de ser parcial, tomar parte é fundamental na politica. quem fala que é imparcial é a VEJA, a Folha! rdsrsr quanto ao autoritarismo das assembléias eu deixo pra discutir nas assembléias onde busca-se a democracia. ela ser democrática só depende da sua questão de ordem...

tadeu, escrevo como falo....ta melhor assim pra voce entender? inda bem que voce achou maravilhoso o contra-senso, eu gosto de escrever poesia de vez em quando. já leu guimarães?...de resto, ignoro.

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puta, depois dessa, prefiro

puta, depois dessa, prefiro os seus erros gramaticais, Zé.

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"Escrevi em linguagem oral" -

"Escrevi em linguagem oral" - maravilhoso contra-senso! Duas coisas que não deveriam nunca ser abolidas: a regra ortográfica e a pena de morte.

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Zé, fico espantado de ver

Zé, fico espantado de ver como você é agudo na crítica ao autoritarismo das enquetes virtuais que, como o André bem lembrou, NUNCA deliberaram sobre nada, e também nas suas ironias (logo você, que defende a moderação no site, bem froidiano, não?) e tão capenga quando se trata da crítica das assembleias, que também são tão passíveis de autoritarismo quanto as enquetes. Ainda estou para viver um dia em que você deixará de ser tão parcial.

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perdão pelos erros de

perdão pelos erros de português antes que o Pascoal se manifeste! escrevi em linguagem oral.

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caro andré sou contra a

caro andré

sou contra a deliberação digital. é disto que eu estou falando.
as enquetes como seu e-mail mesmo esclarece, são a experimentação para implantação da deliberação virtual, com No. USP etc... credibilidade...realmente este meu argumento era fraco!

demente? não...somente um louco animalesco que percebe que uma enquete de site vai ser usada em reuniões ampliadas e assembléias como autoridade para tomar nas decisões.

a enquete é passivel de diverças tendencias ao autoritarismo. como disse a enquete elimina os argumentos. ela não oferece o direito a defesa das partes. vota-se mesmo sem ter participado da discussão. ela despolitiza os estudantes por não incentivar o debate coletivo, mas sim a manifestação do voto secreto, individual. Voto este elaborado no conforto individual do personal computer, à distancia do conflito de divergencias, pratico,real e coletivo, que esta presente numa assembléia.
afinal votar contra ou a favor numa assembléia pode constranger, perder uma votação dói...
a politica se faz na polis, o corpo politico não se manifesta à distancia.

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Zé, Concordo com você em uma

Zé,

Concordo com você em uma coisa, discordo de outra:
- O voto individual sem discussão etc. por si só vale pouca coisa (não por si mesmo - não vou entrar no absurdo de dizer que uma cabeça vale menos do que a outra porque não discutiu - mas por que não é um voto refletido, debatido, ou com possibilidade de reflexão, debate...).
- O voto "coletivo" da assembleia deve ser usado e não pode ser substituido por uma soma de votos individuais (querendo ou não a assembleia cria uma unidade entre os estudantes muito maior que a unidade de uma urna, eletrônica ou física, rsrs), mas NÓS NÃO ESTAMOS na Grégia Antiga para fazer votações só em assembleias! Os gregos conseguiam deliberar coletivamente sobre tudo porque não trabalhavam, porque tinham escravos, porque podiam ficar fazendo SÓ isso. Nós não podemos. Não dá. (Sobre isso, lemos um texto muito legal na aula de ética do Benjamin Constant, "A liberdade dos antigos e dos modernos"). Ou seja, precisamos sim pensar em outras formas de estabelecer a coletividade, e a internet, creio eu, pode ser aliada nisso (embora o nível do site tenha decaido muito nos últimos meses, virando um tipo de orku tão como você alertava desde o começo, entretanto ainda acho que o cenário pode ser revertido... e também sempre com a ressalva, como observarei mais à frente, de NUNCA "virtualizar" a coletividade, porque isso é um absurdo senão um oxímoro). Não sei se as enquetes devem virar plebiscitos: hoje diria que não. Todavia, a experimentação tem que continuar para que (quem sabe?) um dia possamos usar essas novas ferramentas na deliberação (como você insiste em dizer, eu prefiro "no estabelecimento da coletividade"). Não temo e acho que o CAF não pode temer, como entidade representativa,a inclusão de seus associados na deliberação coletiva (novamente preferiria do outro jeito). Porém - e isso é muito importante - não podemos entrar no delírio oposto à liberdade-coletiva-das-assembleias e proclamar o fim das assembleias, isso seria um absurdo. As assembleias são o lugar por definição das decisões coletivas e não podem ser trocadas por plebiscitos ou enquetes (e que conste que eu nunca disse isso), mas eu acho sim que elas devem usar essas ferramentas como uma parâmetro para a deliberação coletiva. Se uma assembleia de 40 (importante constar também que uma assembleia de 40 é tão legitima quanto uma de 1000, pois não ir à assembleia é abrir mão de seu direito de votar) decidir algo que os outros 950 são contrários, essa assembléia é não representativa, alucinante e burra na medida em que vai "se queimar" com os representados e, pior ainda - como essa greve evidenciou -, tem a grande chance de que suas ações sejam um fracasso completo (o que, querendo ou não, é deslegitimizante). Por fim, acho que - retomando ao fato de não ser viável fazer assembleias (semi)cotidianas para deliberar sobre tudo, o CAF tem que ser representativo e temos que aprender a fazer coisas a longo prazo (a gestão faz e depois presta contas na eleição). As assembleias deveriam ser utilizadas mais raramente para serem respeitadas; uma por semestre, uma por trimestre no máximo. Nessa perspectiva, as "consultas populares" poderiam ser uma forma de união estudantil....

Abraço,
André

ps: da mesma forma que você, peço perdão pelos erros

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Zé, às vezes você fala uma

Zé, às vezes você fala uma coisas de má fé aqui.

QUANDO, eu repito, QUANDO alguém usou dados de enquete como dados para deliberação? A resposta é NUNCA NUNCA NUNCA.

As enquetes do site estão em fase de EXPERIMENTAÇÃO e NÃO SÃO DITAS EM LUGAR NENHUM "deliberativas". Há um modo de fazer a enquete ser deliberativa nesse site sim, mas NUNCA utilizamos porque NÃO VAMOS DEFINIR SOZINHO EM GESTÃO se a enquete é deliberativa: na hora de fazer a conta, informa-se o número USP. Nós temos a lista de números USP e alunos e podemos CONFERIR com o email USP se isso é verdade e autorizar ou não o aluno a participar de VOTAÇÕES (sendo um voto por conta, um voto por número usp, um voto por aluno, um voto por cabeça).

As ENQUETES, por outro lado, são consultas livres e independentes, só para discussão entre quem acessa frequentemente o site. Se alguém é demente e quer ficar votando repetidas vezes o problema é do psiquiatra, não da gestão do CAF.

Calma, calma meu amigo.

Abraço,
André