O síndico das perversões íntimas.

imagem de Tadeu M.

Presumindo sermos todos inteligentes e bem-intencionados, compartilho com os colegas essas considerações acerca da obra-prima de Agostinho que estudamos neste semestre. Claro que tais ficarão de fora do meu trabalho de conclusão de curso.

“A certa altura das Confissões, Agostinho (o bode voluptuoso) sente a necessidade de explicar sua indiscrição diante de Deus, já que Este, sendo onisciente, prescindiria da tortuosa revelação dos pecados daquele que se penitencia com tanto gosto. Eis a questão que o autor quer ocultar: seu gozo em desfrutar de prazeres vicários ao se confessar diante de Deus. Pois no ato da confissão Agostinho relembra deliciosamente seus pecados na secreta intenção de induzir em si mesmo orgasmos retroativos – já perdoados de antemão pela própria retórica litúrgica de que se utiliza para narrar sua conversão. Justificar sua indiscrição alegando querer servir de exemplo para outros homens é o clímax máximo do seu cinismo. O estilo agostiniano para a resolução dos impasses é a elegância masoquista de sua dissimulação. Agostinho é um Sade castrado”.

BIBLIOGRAFIA:

Todos os livros queimados durante a orgia da estupidez do III Reich.