O problemas das pautas DESTA greve

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Breve levantamento MEU sobre esta greve. Infelizmente não consigo dissociar minhas posições políticas da análise dos fatos, mas acredito que os colegas não terão problemas em identificá-los e me ajudar a compreender melhor esse movimento de greve.

Acredito que as pautas E o endereçamento desta greve está errado.

1) Univesp
O que é: Um programa do governo do Estado para fomentar cursos à distância nas universidades estaduais.
Erro comum: achar que a Univesp NECESSÁRIAMENTE fará cursos de graduação ou licenciatura à distância (o que é HORRÍVEL, pois o aluno graduado à distância sem dúvida teria uma graduação pior.. No caso da licenciatura é mais evidente: como se aprende a dar aula vendo tv?). A Univesp poderia, contudo, fomentar cursos de ATUALIZAÇÃO profissional, sem conceder diplomas, e, nesse sentido, é um programa lindo (Com efeito, um professor da rede estadual de Catanduva não pode vir à USP para ver cursos).
Problema: Acusam a Univesp de estar sendo implementada com barganha política e às pressas para a campanha eleitoral de 2010, e, nessa medida, é a ÚNICA pauta real para greve (ver resto da exposição), mas ANTES de fazer a greve temos que fazer debates, lutar nas unidades de ensino... Ou seja, é uma POTÊNCIA de pauta, mas ainda é muito cedo para fazer uma GREVE encabeçada por esta reinvidicação.
Endereçamento: mandam a crítica para o governador, mas antes de ser CONTRA a Univesp é necessário DEBATER o programa e PROPOR alternativas, e, para isso, devemos endereçar a crítica à SECRETARIA DO ENSINO SUPERIOR DO ESTADO e não ao governador. Pra que essa ânsia de mandar tudo pro Serra?
Programas pilotos: foi aprovado UM curso da Univesp na USP (aprovado PELO DCE que não foi à reunião do CoG, na qual foi aprovado o curso por 17 a 15, sendo que o DCE tem 3 votos), mas, em certa medida, MESMO sendo ele de licenciatura, é bom, pois é necessário haver um programa piloto para discutirmos.

2) Repressão
O que é: Demissão do líder sindical E supostas 40 SINDICÂNCIAS contra estudantes.
Problemas da demissão: a demissão do Brandão não existe. O brandão foi EXONERADO, pois é funcionário público e líder sindical, o que significa que foi via PROCESSO e não uma demissão espúria. Ou seja, para questionar a demissão não basta exigir sua REadmissão (até porque isso é ilegal), mas sim reverter o processo NA JUSTIÇA. Ele é líder sindical? Sim, mas isso NÃO SIGNIFICA que ele é "indemissível" (afinal, isso seria deixar ele fazer o que quiser). Ou seja, a CRÍTICA deve ser endereçada às pessoas responsáveis, a saber, O JUDICIÁRIO (é uma questão legal e DEVE SER tratada como tal) ou a PREFFEITURA DO CAMPUS, onde ele trabalhava. Não deve simplismente se dizer "REITORA, CONTRATA O BRANDÃO DE NOVO, VAI". Rsrs
Problemas das sindicâncias: NÃO EXISTEM MAIS. As quarenta sindicâncias foram ENCERRADAS e só uma virou PROCESSO ADMINISTRATIVO, contra um estudante do curso de Filosofia que quebrou a porta da reitoria. A reitoria exige o pagamento de multa (400 real se não me engano). Ora, ele não quebrou mesmo a porta? O DCE tem que pagar essa multa pelo estudante! Chega de fazer greve e não querer as consequêcias. Eu não sou contra a greve, mas acho que a greve, além de ter que ser uma manifestação que emane dos estudantes tem que ser levada à sério: vamos pagar aquilo que quebramos durante a greve, ora. O estudante não será jubilado, não será nada, só tem que pagar a porta! Enfim, SUPONHAMOS que seja como o DCE pinta: há uma comissão de caça aos comunistas na reitoria para pegar eles (vigiando, inclusive, esta conversa). Nossa reinvidicação NÃO É com a reitora (ela é a líder da gangue), mas sim na JUSTIÇA: se há perseguição política é motivo de CADEIA. Ora, argumentarão que a justiça está comprada e que é burguesa e etc... Mas os problemas da justiça são de LENTIDÃO e não de corrupção generalizada (há corrupção sim, mas não generalizada como pinta a "mídia burguesa"). Vamos, então, consertar o judiciário (ou não, vamos acabar com o estado de direito, rsrs).

Comentários

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Olá gente, li e achei muito

Olá gente,
li e achei muito interessante a argumentação de vocês, além disso é necessário.

Enfim, estou aqui porque tenho uma dúvidas entre várias (afinal, infelizmente, não pude acompanhar todo o processo de discussão de perto). No e-mail que recebi dizia que a filosofia iria aderir a greve a partir de segunda, é só a filosofia ou as outras unidades também aderiram a greve?

Obrigada a todos!

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Por hora, FFLCH e ECA estão

Por hora, FFLCH e ECA estão em greve.

Nos próximos dias é possível que mais cursos e unidades entrem em greve, inclusive no interior.

Na UNESP e UNICAMP também há greve em algumas unidades e campi. Em ambos, o curso de filosofia em particular está em greve.

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Agora que a greve foi

Agora que a greve foi instituída, depois de ser recusada na semana anterior, pergunto:

- Teremos indicativo contra a greve na próxima quarta?

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Ricardo, A greve não foi

Ricardo,

A greve não foi recusada semana passada; o que foi recusado foi o indicativo de greve, ao passo que outro indicativo (para ontem) foi aprovado. Ontem a greve foi decidida a partir da semana que vem, à luz de novos fatos gravíssimos, a saber, a presença da política militar na cidade universitária...

Na segunda-feira, à luz da paralisação total das aulas do dia, decidiremos se continuaremos com a greve e por quanto tempo e de que modo.

Att

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Eis meus esclarecimentos: o

Eis meus esclarecimentos:

o fato de PODER HAVER graduação e distância já é suficiente para que sejamos contra o programa.Eu discordo. Na Filosofia, e, arrisco dizer, em todas Humanidades e, talvez, matérias com licenciatura, tenho que certeza que o programa - graduação e licenciatura - é horripilante e asqueroso, mas não tenho tanta certeza que não pode haver um jeito de fazer graduação de cursos mais técnicos (como contabilidade, sei lá) à distância. Acho que é necessário haver a possibilidade sim, para que as instituições possam pensar se querem ou não implementar. Assim, é necessário apenas zelar pela autonomia de aderência ao programa de cada instituição (o que ocorre).

sabemos que na prática é PARA VIABILIZAR A GRADUAÇÃO A DISTÂNCIA que o programa foi criado.Concordo com você cuidadosamente; acho que o programa viabiliza CURSOS À DISTÂNCIA, com enfoque na Graduação e Licenciatura (com toda a questão dos números...). Mas, ele ter sido feito para isso não significa que será assim, cabe a nós impedirmos que seja (mas não impedir o programa como um todo).

O problema é que o Programa UNIVESP existe e não temos como lutar para derrubar uma parte dele.
Discordo. O grande problema (citando o César Minto) é que a univesp é capiciosa, sobretudo por conta de seu nome, que sugere uma "Universidade", enquanto não sugere uma Universidade. O programa é apenas uma forma de fomentar cursos à distância. Assim, não tem o que derrubar no programa Univesp. Tem que derrubar o que as Universidades fazem com esse programa.

Por um motivo simples: porque é ele que manda.Discordo em parte. O Serra manda, mas não manda tudo não. Existe a divisão dos poderes para isso. Qualquer coisa que envolva legislação tem que ser tratado com o Legislativo, e em questões penais com o Judiciário. O Serra está submetido ao parlamento e à opinião pública. Ademais, existe uma burocracia que deve ser respeitada: determinados assuntos são tratados com o ministro tal (do qual o Serra é o chefe, assim como numa fábrica quando você quer questionar a fase de produção de uma parte x, vai falar com o operário responsável e não com o gerente.

Do lado de lá, do Governo, NÃO HÁ DISPOSIÇÃO DE DIÁLOGO CONOSCO. Eles não nos consideram interlocutores.Pode até ser verdade, mas raramente vejo as pessoas (sobretudo o ME) querendo dialogar com o Serra ou com o governo. Só o procuram quando já tem uma reinvidicação e geralmente a fazem sem disposição de "barganha", i. e., procurar o melhor possível tendo em vista as realidades fora da USP.

Eles SÓ entendem uma linguagem: força. Só se tivermos força eles negociam e SÓ se tivermos muita força eles recuam (vide a alteração dos Decretos pelo Serra: foi preciso uma ocupação da Reitoria da USP por semanas!).
Discordo! Discordo! É possível ir pela via do diálogo e sempre devemos preferi-la. A força só quando o diálogo fica impossibilitado, como em 2007 (mas lá quem fugiu do diálogo foi a reitora, e, em certa medida, os estudantes foram infantis de não negociar com o vice reitor que serve para isso).

Por isso, o CENTRAL é a mobilização, não o diálogo, A meu ver mobilização É diálogo.

Podemos lamentar, achar que é uma pena, mas temos que por os pés no chão e sermos pragmáticos: é assim!Discordo novamente, temos que mudar isso. Acredito que existe a chance de um próximo reitor ser mais aberto ao diálogo (assim como a Sandra substituiu o Gabriel Cohn), mas mesmo que não seja temos que aprender a conversar com eles: o debate do ME muitas vezes é superficial e por isso que muita gente acaba rindo da nossa cara. Se formos para uma reunião com um dociê contendo apoio e explicações é claro que o debate pode avançar mais do que se levarmos um folha com dez ou vinte EXIGÊNCIAS. Não devemos exigir nada a não ser o debate. E também não devemos ter tanta pressa: o ME às vezes quer fazer a revolução em uma semana e as coisas tomam tempo. Podemos reinvidicar o fim da Univesp nas próximas semanas de provas e acabar (talvez) com ela, ou passar os próximos dois anos discutindo-a e tentando transformá-la num projeto bom. Temos que ser mais humildes e eles também.

fato de participarmos dos conselhos com uma representação não significa que aprovamos o que os conselhos aprovam.Quem cala consente. É um absurdo termos faltado a uma reunião importante como aquela, sendo que a Univesp, ao contrário do que se pinta, é um programa que vem DESDE 2007. Por que só começamos discutí-la em 2007? Essa lentidão é sintomática, e até acho que, às vezes o Serra tem razão em rir de nós: o projeto é de 2 anos atrás e nós NUNCA procuramos nos informar (talvez fosse difícil, mas o DCE - nem o CAF - tentou muito) ou fazer o debate, e, de repente, achamos que já temos respaldo teórico para exigir o seu fim!

Programas PilotoA licenciatura à distância em Ciências pode ser interessante para que tenhamos um dado concreto da Univesp; quem sabe ao contrário de todas nossas especulações, funciona (eu duvido). Enfim, é NECESSÁRIO haver dados concretos para fazermos um debate mais profundo, e, nesse sentido, esse curso aprovado neste ano na Univesp pode ser interessante.

A discussão tem que acontecer antes, para depois aprovarem. Eles aprovam o que querem sem discussão. Concordo inteiramente da primeira parte. Mas, da segunda, discordo parcialmente. Eles aprovaram com POUCA discussão, mas NÓS não participamos desta POUCA discussão pois não estávamos atentos (uma menina do PCB da Biologia vem alertando isso desde o começo do ano passado - sem sucesso - no DCE).

Brandão foi "exonerado" - como queira - por MOTIVAÇÃO POLÍTICAComo disse, essa é uma acusação gravíssima e precisamos de mais dados concretos para afirmar tão categoricamente. Quem ouviu o lado da reitoria? Isto é, do PCO ou de quem seja que o demitiu? Respondo: ninguém, pois o processo é sigiloso PARA DEFENDER A INTEGRIDADE do Brandão (dizem as más línguas que ele foi acusado de abuso sexual, e, se isso estiver no processo, não pode ser tornado público pela reitoria para protegê-lo). O Sintusp entrou com recurso na Justiça? Eu não sei... Nunca vi dados... É preciso ter cuidado em denunciar essa perseguição política, pois é uma acusação grave e comotiva e difícil de ser provada.

O movimento tem outro papel: o de fazer luta política.Concordo. Mas a luta política tem que ter o endereçamento certo, e, nessa medida, INTERESSA SIM saber quem vai readmití-lo. Não podemos exigir que a reitora o faça, se o prefeito tiver que fazer, ou se for necessário um processo judicial (reivindicando, assim, respectivamente, na prefeitura, na reitoria, no tribunal encarregado).

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Minhas

Minhas discordâncias:

UNIVESP

1 - "Erro comum: achar que a Univesp NECESSÁRIAMENTE fará cursos de graduação ou licenciatura à distância"

Está certo. Encaixam-se na UNIVESP tanto graduação como atualização. Quem fala que a UNIFESP é necessariamente graduação a distância erra.

No entanto, o fato de PODER HAVER graduação e distância já é suficiente para que sejamos contra o programa. Até porque, sabemos que na prática é PARA VIABILIZAR A GRADUAÇÃO A DISTÂNCIA que o programa foi criado.

Podemos e devemos explicitar que o motivo é esse e que temos acordo que haja iniciativas de ensino a distância para fins de atualização. Podemos inclusive lutar para que no lugar da UNIVESP haja um outro programa, exclusivamente para fins de atualização. O problema é que o Programa UNIVESP existe e não temos como lutar para derrubar uma parte dele.

Criaram um programa sem que tenha havido debate. Portanto, criaram um FATO CONSUMADO. É contra um fato consumado que estamos lutando.

2 - "Endereçamento: mandam a crítica para o governador, mas antes de ser CONTRA a Univesp é necessário DEBATER o programa e PROPOR alternativas, e, para isso, devemos endereçar a crítica à SECRETARIA DO ENSINO SUPERIOR DO ESTADO e não ao governador. Pra que essa ânsia de mandar tudo pro Serra?"

Por um motivo simples: porque é ele que manda.

Veja, nós podemos propor alternativas. Acho até bom que o façamos, mas por um único motivo: para debater com a sociedade e com os estudantes. Do lado de lá, do Governo, NÃO HÁ DISPOSIÇÃO DE DIÁLOGO CONOSCO. Eles não nos consideram interlocutores.

Portanto, é um erro nós assumirmos a postura de dialogo e propositivismo. Eles SÓ entendem uma linguagem: força. Só se tivermos força eles negociam e SÓ se tivermos muita força eles recuam (vide a alteração dos Decretos pelo Serra: foi preciso uma ocupação da Reitoria da USP por semanas!).

Não adianta a gente centrar a tática em dialogar e propor: mandar oficio pedindo reunião e propor mudanças. Temos que fazer isso! Mas, isso SÓ adianta de alguma coisa se houver mobilização e luta. Por isso, o CENTRAL é a mobilização, não o diálogo, pois só há diálogo da parte deles se do lado de cá houver mobilização. Se não houver mobilização, se quisermos SÓ dialogar, eles simplesmente vão rir da nossa cara.

Em suma: eles até dialogam, mas a contragosto; e até recuam e aceitam nossas propostas, mas enfiadas goela abaixo. Podemos lamentar, achar que é uma pena, mas temos que por os pés no chão e sermos pragmáticos: é assim!

3 - "Programas pilotos: foi aprovado UM curso da Univesp na USP (aprovado PELO DCE que não foi à reunião do CoG, na qual foi aprovado o curso por 17 a 15, sendo que o DCE tem 3 votos), mas, em certa medida, MESMO sendo ele de licenciatura, é bom, pois é necessário haver um programa piloto para discutirmos"

Não entendi bem. Não sei se foi isso o que você quis dizer, mas o fato de participarmos dos conselhos com uma representação não significa que aprovamos o que os conselhos aprovam.

Sobre a tese de que foi bom terem aprovado o curso, pois dessa forma nós agora discutimos. Discordo! A discussão tem que acontecer antes, para depois aprovarem. Eles aprovam o que querem sem discussão. Se dissermos que eles aprovam e é bom para discutirmos, nós vamos na prática concordar com essa lógica. O nosso papel é denunciar e combater essa lógica!

REPRESSÃO

1 - "a demissão do Brandão não existe. O brandão foi EXONERADO".

Você tem razão. Mas este é um problema técnico. Não é isso que está em questão. Brandão foi "exonerado" - como queira - por MOTIVAÇÃO POLÍTICA. Então a crítica tem que ser política e endereçada a quem é responsável politicamente pela exoneração. E a reivindicação é também política: readmissão.

Se é a justiça que vai executar a readmissão, se é a prefeitura do campos, se é a reitoria, se é fulano, ciclano ou beltrano, isso é assunto para os advogados resolverem. Esse é o papel dos advogados. O movimento tem outro papel: o de fazer luta política.

Estas são as discordâncias que tenho em relação às idéias que você defende. Em relação aos demais pontos, concordo com o que diz.

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3) Contingenciamento de

3) Contingenciamento de Verbas
O que é: alegam que houve CORTE de 20% do repasse às universidades.
Questão: Isso é MENTIRA. Neste ano o repasse aumentou 2%(Fonte: Receita da Fazenda), e O SINTUSP E A ADUSP dizem que aumentou (caso não acreditem na receita), alegando que o aumento de arrecadação deve ser revertido em aumento de salário (segundo a Adusp, o ICMS repassado aumentou em 33% NOS ÚLTIMOS 3 ANOS). Ou seja, A UNIVERSIDADE NÃO FOI AFETADA PELA CRISE ECONÔMICA!!!!!! (Mas ela pode ser, argumentam eles... Mas, se vamos fazer a greve do possível, sugiro uma greve contra DEUS, afinal ele PODE existir e, se existir, PODE ser onipotente, e se for onipotente, PODE nos matar a qualquer instante... CONTRA O AUTORITARISMO DIVINO JÁ!, rsrsrs). Uma pauta justa seria questionar a PROPORÇÃO de repasse ENTRE as unidades da universidade, mas não é isso que tem sido levado nas assembleias gerais ou nos panfletos do DCE.
Endereçamento: E, SE QUISERMOS MAIS ICMS, o endereçamento tem que ser para a ASSEMBLEIA DOS DEPUTADOS DO ESTADO, pois eles legislam sobre isso, ou seja, NÃO É UMA DECISÃO DO SERRA OU DA SUELY.

4) O que eu acho da greve
Enfim, eu não sou antigrevista, e, alias, sou entusiasta das greves (olho com felicidade 1988 e 2002), mas fazer um greve desse modo é atacar nosso instrumento de reinvidicação, é dar um tiro no pé. A greve é um meio, não um fim, e fazer uma greve nesses moldes é compacutar com a destruição interna do movimento estudantil. Os funcionários estão certos em fazer greve (e nós podemos apoiar), assim como os professores, mas ainda é muito cedo para fazer uma greve sobre a Univesp (a ÚNICA pauta desta greve) ou com outras reinvidicações. Não podemos ter pressa de fazer greve e fazer por fazer, mas sim pela necessidade. Se não houver motivo e fizermos uma greve (ou tentarmos fazer, à la Stalin), como já disse, estaremos apenas aprofundando a crise que o Movimento Estudantil passa.