Diretrizes da gestão para 2009

Diretrizes da gestão Emanação

Em nossa carta programa de apresentação da gestão, nossa principal meta era revitalizar o centro acadêmico, pois era de consenso geral de que era necessário atualizar a demanda dos estudantes de filosofia. Uma vez eleitos e em contato direto com as atividades do CAF, percebemos que isso só é possível a partir da ação crítica. É nesse sentido que definimos uma série de diretrizes para este ano:

1) Grupos de discussão: O CAF representa os estudantes de filosofia e, portanto, é necessário criar-se uma identidade para ser representada. É importante ressaltar que através da discussão podemos criá-la perpetuamente, num movimento de construção e desconstrução, além de sempre trazer novos estudantes, e, assim, manter o movimento sempre atualizado (ou, se se quiser, atualizado em si próprio). Tendo em vista isso, criamos um dia para atividades culturais no CAF (terça) no qual realizamos debates sobre arte intercalados com reuniões de um cineclube autoorganizado. Criaremos, em maio, um dia para debates políticos intercalados com um grupo de discussão e trabalho sobre a graduação em filosofia, isto é, um espaço para nós, estudantes, fazermos diagnósticos e prognósticos de nosso curso, a fim de podermos pensar em alternativas e propostas de ação junto à universidade, com o fim último de melhorar nosso curso. Destacam-se as propostas de se pensar na inclusão de línguas estrangeiras na grade curricular, a criação de uma monitoria no primeiro ano, diminuição do número de alunos por sala, entre outros.

2) Comunicação: Também com o intuito de se construir um espaço de discussão de estudantes, criamos o site, o jornal do CAF e passamos a enviar nossos informes para o email institucional. Estas propostas de comunicação visam democratizar o CA e aproximar os estudantes em diferentes esferas, além de serem meios para a divulgação das atividades do centro acadêmico. Dizemos que são meios de democratização, pois um estudante que dificilmente pode vir às atividades presenciais do CA, pode acompanhá-las pelo site e pelo jornal, ou, por outro lado, um estudante que não utiliza muito a internet pode aproximar-se do CA pelas atividades presenciais. Através do site interativo, do jornal aberto para divulgação de textos de todos os estudantes e das atividades abertas nas quais todos são convidados com direito à voz e ao voto, os projetos de comunicação permitem aos estudantes mais do que acompanhar as atividades do CA, mas construí-las cotidianamente.

3)Termo de permissão de uso: Com o intuito de oficializar o centro acadêmico e, portanto, torná-lo o lugar legítimo de representação estudantil e aumentar sua visibilidade política, pretendemos propor um novo termo de permissão de uso dos espaços estudantis. Assim, o CA terá uma carga de responsabilidade maior, ampliando o interesse dos estudantes. Além do mais, o termo de permissão de uso também leva o centro acadêmico à sua independência financeira e, portanto, completa autonomia política.

4) Ad eternum: Com o objetivo de não gastar energias, não desgastar o CA, visamos que nossos projetos sejam (ou tenham possibilidade de ser) mantidos por outras gestões, isto é, sejam “eternos” dentro do CAF. Todavia, querê-lo não é impedir o desenvolvimento e a construção história do centro acadêmico? Não acreditamos, uma vez que nosso objetivo não é criar uma pauta eterna do movimento estudantil, mas estabelecer uma tradição de discussão e debates, ou melhor, recuperar esta tradição e torná-la perene. Noutras palavras, pretendemos eternizar o modo de construção coletivo do movimento e estudantil, e fazê-lo de forma que não possa ser destruído, seja utilizando o Zeigstad, isto é, a internet, ou os modelos mais antigos, como o jornal ou as assembléias.